Depois de ouvir Elizabeth Gilbert não tive qualquer dúvida que teria de ler o seu livro "Comer. Orar. Amar". A curiosidade era enorme e de tão grande que era não resisti a ver o filme quando tinha decidido ler primeiro o livro. Ao contrário do que era de esperar, ter visto o filme aguçou ainda mais a vontade de ler o livro. Acabei de o ler há poucos dias e confirmei as minhas suspeitas, não há imagens que traduzam a inteligência e a sensibilidade desta grande senhora. Irei lê-lo novamente e em breve.
31.7.13
Bom dia!
Para um dia que se pretende produtivo nada melhor que começar com todos os ingredientes certos. Após hora e meia de aquecimento ao ar livre a cuidar da horta, bem bem pela fresquinha, foi o momento de carregar baterias, contemplar a paisagem e agradecer por este dia...
Que seja um bom dia para todos nós.
30.7.13
28.7.13
27.7.13
Mantra* do dia
* - [Filosofia, Religião] No hinduísmo e no budismo, fórmula (palavra ou expressão) que se pronuncia repetidamente e que visa alcançar um estado de relaxamento, contemplação e meditação. (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)
23.7.13
Orgulhosamente
sementes + terra + água + sol + esforço físico + perseverança + muito gozo =
= nossa horta
É pequenina. Apostámos na variedade para podermos saber que espécies é que se dão aqui melhor. Como experiência está a ser muito gratificante e está a deixar-nos muito motivados para continuarmos. Já não passamos sem ela. Pelos frutos e por tudo o que foi anteriormente dito.
É a nossa horta!
22.7.13
20.7.13
MomentoTED - Lisa Kristine
Como é que pode haver vidas tão dificeis??? Tão duras??? Como é que o ser humano aguenta tanto??? Como é que seres humanos podem fazer isto a outros seres humanos??? Que sentido tem a vida para estas pessoas??? Como conseguem alimentar a esperança??? Que capacidades são estas de resiliência??? ...
E tudo isto em prol do comércio... em nome do consumo... em nome dos milhões e biliões de lucro. Somos nós, seres humanos os seres racionais. Então, onde está a razão???
18.7.13
14.7.13
Deste modo
Deste modo ou daquele modo,
Conforme calha ou não calha,
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora.
Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à ideia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.
Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.
E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem, ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer, ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.
Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.
Isto sinto e isto escrevo
Perfeitamente sabedor e sem que não veja
Que são cinco horas do amanhecer
E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
Por cima do muro do horizonte,
Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
Agarrando o cimo do muro
Do horizonte cheio de montes baixos.
Conforme calha ou não calha,
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora.
Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à ideia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.
Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.
E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem, ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer, ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.
Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.
Isto sinto e isto escrevo
Perfeitamente sabedor e sem que não veja
Que são cinco horas do amanhecer
E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
Por cima do muro do horizonte,
Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
Agarrando o cimo do muro
Do horizonte cheio de montes baixos.
O Guardador de Rebanhos . Alberto Caeiro . 10-05-1914
11.7.13
5.7.13
Por nossa conta.
Chegou o Verão e com ele o calor, os dias grandes, os reencontros, as férias e o tempo em que o tempo está por nossa conta. Chegou o momento em que podemos decidir o que fazer hoje, mais logo, agora e amanhã ou em último caso praticar o "dolce far niente" que os italianos fazem tão bem. E é nesta altura que uma leve mas reconfortante sensação de liberdade nos enche o peito. Legítima, se pensarmos que nos restantes dias do ano não há tempo nem espaço para pensar sequer no que nos apeteceria fazer se não tivéssemos de fazer o que fazemos. E não estou a dizer que não façamos o que fazemos durante o ano com dedicação e envolvimento. Fazemos sim, muitas vezes mais do que nos é pedido. Mas poderíamos cultivar e vivenciar mais este sentimento de liberdade que tanto prazer nos dá nesta altura. Poderíamos trazer mais dias de "férias" para o resto do ano. Para viajar, conhecer novos sítios, novas pessoas, estar com amigos, ir ver o mar, assistir a uma conferência, participar num workshop... enfim, decidir fazer algo que nos possa dar muito prazer e que carregue as baterias para mais uma temporada de rotinas. Tal como as férias de verão, apenas precisamos decidir e não deixar que a falta de tempo seja o obstáculo ao pouco tempo que nos possa revigorar, alimentar a alma e trazer mais sentido à nossa existência. Ter consciência e desejá-lo já é meio caminho andado, certo?
3.7.13
2.7.13
1.7.13
Não saibas
Não saibas: imagina…
Deixa falar o mestre, e devaneia…
Deixa falar o mestre, e devaneia…
A velhice é que sabe, e apenas sabe
Que o mar não cabe
Na poça que a inocência abre na areia.
Sonha! Inventa um alfabeto
De ilusões…
Um a-bê-cê secreto
Que soletres à margem das lições…
Voa pela janela
De encontro a qualquer sol que te sorri!
Asas? Não são precisas:
Vais ao colo das brisas,
Aias da fantasia…
Miguel Torga, in "Diário".
Subscrever:
Mensagens (Atom)















