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8.9.13

Momento




Há momentos em que só a música consegue exteriorizar o que habita em nós. 
Não há tradução porque não há palavras. São mesmo só notas... uma partitura.

1.9.13

MomentoTED - Rita Pierson


A todos os heróis que iniciam amanhã mais um ano de trabalho, um ano de partilhas, um ano em que estarão diariamente com os homens e mulheres do futuro, a formarem, a instruírem, a modelarem, a darem da forma  mais generosa que existe o que de melhor têm. A todos os professores que nas condições adversas (e perversas) que o sistema vai alimentando conseguem enaltecer a sua função ao terem consciência de que para além dos currículos e avaliações existe a dimensão do afetivo, do humano, do individual que carece tanto (ou mais) cuidado, atenção e nutrição  que o domínio do cognitivo. A todos os heróis que não se cansam de acreditar no futuro e insistem em serem os semeadores da esperança.





12.8.13

Crepúsculo



A natureza é perfeita... haver o crepúsculo, tal como existe a alvorada para fazer a transição dos que são opostos é de uma sensibilidade enorme. O  tempo necessário para interiorizarmos a mudança, para nos prepararmos para o novo momento e usufruir dele em pleno. O ciclo perfeito para podermos fazer balanços, carregar baterias, reforçar ou alterar rumos, alimentar a atitude de luta por aqueles que são os nossos desejos, as nossas metas, os nossos sonhos. Com gratidão e fé. (Quase-quase) Sempre.

1.8.13

Hoje.



Adoro o verão. Adoro tudo o que caracteriza o verão. Adoro os cheiros, as cores, os sabores, o tamanho do dia, a magia da noite, os sons, a energia do sol..., talvez por ter nascido nesta época, é a minha estação do ano. Adoro o entardecer  e o amanhecer dos dias de verão. Hoje amanheci com o dia. Com este lindo dia de verão.

14.7.13

Deste modo


Deste modo ou daquele modo,
Conforme calha ou não calha,
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma cousa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma cousa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora.


Procuro dizer o que sinto
Sem pensar em que o sinto.
Procuro encostar as palavras à ideia
E não precisar dum corredor
Do pensamento para as palavras.
Nem sempre consigo sentir o que sei que devo sentir.
O meu pensamento só muito devagar atravessa o rio a nado
Porque lhe pesa o fato que os homens o fizeram usar.

Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu, não Alberto Caeiro,
Mas um animal humano que a Natureza produziu.


E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem, ora mal,
Ora acertando com o que quero dizer, ora errando,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho como um cego teimoso.

Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.

Isto sinto e isto escrevo
Perfeitamente sabedor e sem que não veja
Que são cinco horas do amanhecer
E que o sol, que ainda não mostrou a cabeça
Por cima do muro do horizonte,
Ainda assim já se lhe vêem as pontas dos dedos
Agarrando o cimo do muro
Do horizonte cheio de montes baixos.

O Guardador de Rebanhos  . Alberto Caeiro . 10-05-1914

5.7.13

Por nossa conta.


Chegou o Verão e com ele o calor, os dias grandes, os reencontros,  as férias e o tempo em que o tempo está por nossa conta. Chegou o momento em que podemos decidir o que fazer hoje, mais logo, agora e amanhã ou em último caso praticar o "dolce far niente" que os italianos fazem tão bem. E é nesta altura que uma leve mas reconfortante sensação de liberdade nos enche o peito. Legítima, se pensarmos que nos restantes dias do ano não há tempo nem espaço para pensar sequer no que nos apeteceria fazer se não tivéssemos de fazer o que fazemos. E não estou a dizer que não façamos o que fazemos durante o ano com dedicação e envolvimento. Fazemos sim, muitas vezes mais do que nos é pedido. Mas poderíamos cultivar e vivenciar mais este sentimento de liberdade que tanto prazer nos dá nesta altura. Poderíamos trazer mais dias de "férias" para o resto do ano. Para viajar, conhecer novos sítios, novas pessoas, estar com amigos, ir ver o mar, assistir a uma conferência, participar num workshop... enfim, decidir fazer algo que nos possa dar muito prazer e que carregue as baterias para mais uma temporada de rotinas. Tal como as férias de verão, apenas precisamos decidir e não deixar que a falta de tempo seja o obstáculo ao pouco tempo que nos possa revigorar, alimentar a alma e trazer mais sentido à nossa existência. Ter consciência e desejá-lo já é meio caminho andado, certo?





1.7.13

Não saibas

Não saibas: imagina…
Deixa falar o mestre, e devaneia…
A velhice é que sabe, e apenas sabe
Que o mar não cabe
Na poça que a inocência abre na areia.

Sonha!
Inventa um alfabeto
De ilusões…
Um a-bê-cê secreto
Que soletres à margem das lições…

Voa pela janela
De encontro a qualquer sol que te sorri!
Asas? Não são precisas:
Vais ao colo das brisas,
Aias da fantasia…

Miguel Torga, in "Diário".
 

24.6.13

Ideias.

Nem sempre surgem quando queremos, quando precisamos, quando são necessárias. Porque não caem do céu, não se apanham nas árvores, não nascem da terra. São fruto de trabalho, de atenção, de sensibilidades, de vivências e experiências. São encontros, respostas, desafios, emoções, ação. Inseparáveis da imaginação, da criatividade, da originalidade elas fazem avançar o mundo, provocam as capacidades humanas e alimentam o pensamento divergente. Falamos das boas ideias, claro! 
Das que nos fazem vibrar e sorrir.

22.6.13

Um conselho...



 

Fez ontem um ano que publicámos aqui este vídeo. Por já estarmos no Verão, por ser tão inspirador, por gostarmos tanto da mensagem que ele passa... está aqui de novo para nos relembrar que a nossa atitude determina (muito) a qualidade e o significado dos nossos dias, da nossa vida. Um bom fim de semana.